domingo, 24 de julho de 2011

Educação Infantil: o lúdico como ferramenta de ensino-aprendizagem

O LÚDICO COM FERRAMENTA DE ENSINO-APRENDIZAGEM



O jogo e a brincadeira estão presentes em todas as fases dos seres humanos, tornando especial a sua existência. O lúdico se faz presente e acrescenta um ingrediente indispensável no relacionamento entre as pessoas, possibilitando-lhes que a criatividade aflore. Por meio do brinquedo, a criança reinventa o mundo e libera as suas fantasias. A entrada da criança no mundo do faz de conta marca uma nova fase de sua capacidade de lidar com a realidade, com os simbolismos e com as representações.

Vygostsky (1989) afirma que na brincadeira "as ações internas e externas são inseparáveis: a imaginação, a interpretação e a vontade são processos internos conduzidos pela ação externa", destacando que no brinquedo "é como se ela fosse maior do que ela na realidade". Vygostsky (1989, p. 132)

A brincadeira faz parte do mundo da criança. Através dela, as crianças podem desenvolver suas potencialidades, compreender o mundo, alcançar níveis mais complexos, assumir papéis a serem representados e atribuir significados novos aos objetos. Pois:

O brincar é, ao mesmo tempo, espaço de constituição infantil e lugar de superação da infância pela relação que estabelece com a representação e o trabalho dos adultos. E uma forma de atividade social infantil, cujo aspecto imaginativo e diverso do significado cotidiano da vida fornece uma oportunidade educativa única para as crianças. (WAJSKOP, 1995, p. 66)

Para Piaget, além da brincadeira, o jogo era visto como próprio e essencial para a infância e o universo da criança, independente até mesmo do funcionamento da inteligência. O autor não elaborou uma teoria do jogo, mas desenvolveu uma concepção da infância observando o comportamento lúdico infantil, bem como as etapas do processo cognitivo e dividindo-as por faixa etária.

Segundo Piaget, os primeiros jogos que as crianças brincam são de exercícios de zero a dois anos de idade (período sensório-motor), ou seja, repetem situações por um simples prazer, eles não serão abandonados na próxima fase, pois a cada nova aprendizagem eles retornam não objetivando a aprendizagem propriamente dita, mas sim as condutas dos indivíduos, são o "como" para a criança.

TEIXEIRA, C.E.J. A Ludicidade na Escola. São Paulo: LOYOLA, 1995.

VYGOTSKI, L.S. A Formaçao Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

WAJSKOP, Gisela. O brincar na Educação Infantil. – São Paulo, caderno de pesquisa, 1995.

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